Quinta do Crasto
Tinta Roriz
- Nota no Vivino
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Ficha técnica
- Uvas
- 100% Tinta Roriz, de uvas selecionadas de três parcelas da propriedade. É um vinho monovarietal engarrafado apenas nas safras em que a casta atinge boa maturação fenólica. fonte [1]
- Solo
- Solo de xisto (schist), pobre em superfície, com encostas trabalhadas em terraços próximos ao rio; a cerca de 1,5 m de profundidade há uma camada de argila que retém a água das chuvas de inverno, ajudando as vinhas durante o verão seco. fonte [1] [2]
- Altitude
- A propriedade da Quinta do Crasto se estende das margens do rio Douro até cerca de 600 metros de altitude; as três parcelas usadas para a Tinta Roriz ficam a altitudes semelhantes entre si, mas o valor exato não é divulgado pelo produtor. fonte [1] [2]
- Clima
- Vinhedos na sub-região do Cima Corgo, mais seca que o Baixo Corgo, o que reduz a produtividade por hectare mas favorece vinhos mais intensos e concentrados; o xisto do solo absorve e retém calor, auxiliando a maturação. fonte [1]
- Amadurecimento
- Estágio exclusivamente em barricas novas de carvalho francês. Um importador (para a safra 2018) detalha um período de 16 a 18 meses, sendo 90% em carvalho francês novo e 10% em carvalho de segundo uso. fonte [1] [2]
- Temperatura de serviço
- Entre 16 °C e 18 °C. fonte [1]
- Potencial de guarda
- Vinho concentrado e com taninos potentes, considerado apto para guarda prolongada; um crítico (Wine Advocate, sobre a safra 2018) recomendou esperar entre 2023 e 2025 antes de abrir a garrafa. fonte [1]
História
Os primeiros registros de produção de vinho na Quinta do Crasto datam de 1615, quando a propriedade, cujo nome vem do latim 'castrum' (forte romano), já era uma referência na região do Douro, tendo recebido no passado o estatuto de Feitoria. No início do século XX foi adquirida por Constantino de Almeida, fundador da casa de Porto Constantino; depois de 1923 a gestão passou a seu filho, Fernando Moreira d'Almeida. Em 1981, a filha deste, Leonor Roquette, e o marido, Jorge Roquette, assumiram a propriedade e a gestão, modernizando os vinhedos e direcionando a produção para os vinhos DOC Douro, incluindo o monovarietal Tinta Roriz, pelos quais a quinta é hoje reconhecida. fonte [1]
Vinhedo e solo
As uvas vêm de três parcelas da Quinta do Crasto, no Cima Corgo, margem direita do Douro entre Régua e Pinhão, em vinhedos de solo xistoso cultivados em terraços com boa exposição solar (leste, sudeste e noroeste). O xisto retém calor e obriga as raízes a buscar água em profundidade, o que, combinado ao clima mais seco dessa sub-região, resulta em uvas concentradas e vinhos intensos. fonte [1] [2]
Vinificação e amadurecimento
A casta Tinta Roriz, de maturação fenólica difícil, é colhida seletivamente por parcela e só é vinificada separadamente nos anos em que atinge excelente qualidade; a vinificação é conduzida com precisão para preservar o potencial da uva, e o vinho estagia exclusivamente em barricas novas de carvalho francês. fonte [1]
Notas de degustação
Visual: Cor viva, concentrada e profunda, tendendo a um rubi intenso.
Olfato: Aroma intenso de fruta madura com boas notas de madeira; descrições de safras específicas mencionam ainda notas de esteva (cistus), especiarias delicadas e frutos silvestres frescos.
Paladar: Boca com presença marcada, macia e redonda, boa estrutura e taninos presentes porém bem integrados, equilíbrio geral e final longo e persistente.
fonte [1]
Harmonização
Harmoniza bem com carnes grelhadas ou assadas (boi, cordeiro ou porco), linguiças e embutidos ibéricos, pratos de churrasco e queijos curados. fonte [1] [2]